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05 março 2009 

Breviário de fitas: Desolation row

Watchmen - os guardiões, Zack Snyder

«- Why would I save a world I no longer have any stake in?
- Do it for me.
»

Página a página, tira a tira, quadradinho a quadradinho: o que vê em Watchmen, o filme, é o que vê em Watchmen, o livro. É esse o grande mérito da adaptação de Zack Snyder da obra-prima de Alan Moore e Dave Gibbons: o facto de, visualmente, ser uma fotocópia quase perfeita do original - visual, estética e cenicamente, seria muito difícil fazer melhor. E no entanto... no entanto, Watchmen, o filme que se quis tão fiel, está muito, muito longe de Watchmen, o livro que seguiu como uma bíblia. E o problema nem é tanto da adaptação (embora sem espaço para as estórias, as entrelinhas, os entretantos [e em Watchmen, os entretantos não são meros interlúdios], a história, essa, no essencial, está lá). O problema está na direcção de actores (que arrastam os diálogos sem emoção), está na banda-sonora (que, quando não parece a Rádio Nostalgia, se limita a marcar passo), está na (surda) montagem sonora, está na própria realização (demasiado preocupada com a fidelidade visual). Seja do excesso de veneração, seja do medo de estragar o original, a verdade é que aquilo que poderia ser uma experiência fabulosa acaba reduzido a uma maçadora desilusão.
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