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09 outubro 2009 

O nascimento da tragédia no espírito do golo (revista de postas)

1. Da eficiência do funerário do momento do enterro:
«A eficiência das agências funerárias é uma coisa que me faz acreditar no futuro. Até reconhecem o corpo e tratam com a segurança social dos papéis para a esposa receber 60 por cento da pensão do falecido. Tudo aquilo me pareceu fascinante, a começar pelas maneiras do senhor António Braz: um gajo tem que aliar o respeito pela dor dos familiares com a necessidade de fazer negócio, bons negócios. Nunca tinha assistido a nada assim. Eu, por mim, entregava toda a minha vida ao senhor António Braz, da Agência Funerária do Monte. Vá, aos netos do senhor António Braz.»

2. Da relevância do artista no momento da criação:
«Ninguém deveria sair da escola sem ler o Homero e o Eça, ouvir o Bach e (principalmente) o Hayden, ver ao vivo um Rembrandt e um Caravaggio, pronto, essas merdas assim, toda a gente concorda com isto. Acho estúpido é que ninguém concorde que o seguinte conjunto de imagens também deveria fazer parte do currículo da escola ideal, mas julgo que me faltam os instrumentos para explicar essa verdade elementar e óbvia às pessoas:»
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