10 abril 2007 

Postais de NY, vol.1: remastered

Agora também no SWCC Portugal, com o ego inchado por «ter sido o primeiro Luso a localizar, em directo e ao vivo, as famosas caixas postais do R2». Obrigado eu, car'amigo!
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04 abril 2007 

Postais de NY, vol.1

R2D2 mailbox @ Times Square (Março 2007) ©

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26 março 2007 

Breviário de leituras: The bad book

The bad book, Aranzi Aronzo

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25 março 2007 

New York report: breviário de sons

Sounds eclectic: The covers project

Os Magic Numbers a cantarem Beyoncé. Damien Rice e os Flaming Lips a cantarem Radiohead. Rufus Wainwright a cantar Neil Young. M. Ward a cantar David Bowie. K.D. Lang a cantar Leonard Cohen. Robert Plant a cantar Led Zeppelin... As melhores covers gravadas ao vivo no melhor programa da manhã da rádio norte-americana, à venda numa loja de cafés...


All together now: Beatles stuff for kids of all ages

Versões de Beatles cantadas por um punhado de crianças com a ajuda das Bangles, do Grandaddy Jason Lytle e de Rachel Yamagata. Às vezes curioso, às vezes divertido, às vezes doentio...


Peter Himmelman, My green kite

O Tom Waits dos cantores de música infantil e uma série de canções sobre pés, ovos, palha, botas, pais e mães e um papagaio de papel.


De Warp, De Warp

Pop-rock tro-la-ró de mascar e deitar fora made in Coreia (?). De deixar os olhos em bico! Enfim, uma das descobertas de uma esconsa loja de discos no coração de Chinatown.


Andy Lau, Best

A outra descoberta de uma esconsa loja de discos em Chinatown: a definitive collection de Andy Lau - cantor e actor de Hong Kong, protagonista de Infernal Affairs e House of Flying Daggers e um género de Justin Timberlake lá do sítio.


Dr. Demento: 25th anniversary collection

De 'Weird Al' Yankovic a Leonard Nimoy, do Old Philosopher ao Particle Man, do Martian Boogie à Song of the Sewer... Uma das colecções de Dr. Demento, o padrinho da música bizarra, da música para rir, da música tão má que é boa, do Bizarro Bazar.
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New York report: breviário de fitas

300, Zack Snyder

Há qualquer coisa de aventura em ir ao cinema em Nova Iorque. Seja a gigantesca sala para umas 600 pessoas (onde não estariam mais de 100); seja a definição e o tamanho XXL do ecrã; seja a forma de estar no cinema dos new yorkers, que reagem a tudo e vão aplaudindo, apupando, rindo ou mandando bocas a gosto; o que quer que seja, há qualquer coisa que torna uma simples ida ao cinema algo de ritual. E depois há um filme assim: tão fascinante que cativa aos primeiros minutos, tão brutal que não deixa respirar. E apesar das voltas que não fazem parte do livro, das liberdades que não fazem parte da História, das ficções que não podem fazer parte de nenhuma realidade, da cor que nenhum céu tem, estas são duas horas que merecem ser vistas. É certo que há aqui muito efeito especial, muito látex e maquilhagem, muito croma e computador, mas, por entre diálogos e discursos, por entre bons muito heróis e maus muito vilões, há um pequeno grande filme. E há a esperança de que Zack Snyder saiba respeitar outras obras como respeitou a de Frank Miller.
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New York report: breviário de palcos

Avenue Q

Nada a ver com Andrew Lloyd Webber e afins, nada a ver com Tarzans e Reis Leões e, apesar do bonecos, nada a ver com os Marretas ou a Rua Sésamo. Avenue Q é um misto de Friends e South Park para trintões e para gente que nunca viu um musical. Avenue Q foi escrito por dois moços saídos da universidade, sem dinheiro nem emprego, que, provavelmente, gostam mais do Cocas do que do Cats e que, hoje, são a parelha mais requisitada da Broadway. Avenue Q passa a ferro tudo e todos e põe toda a gente a cantar "It sucks to be me" e "Everyone's a little bit racist" e "The Internet is for porn". Durante dias e dias... Ponho a mão no fogo: provavelmente, o melhor musical da Broadway actualmente em cena.


Monty Python's SPAMalot

Lá está: o factor "fã-número-duzentos-e-setenta-e-oito-em-pulgas-com-a-expectativa-demasiado-alta" tem sempre tendência para estragar a coisa. Sim senhor, lá estão os punchlines dos Monty Python e a voz do John Cleese e o Always look on the bright side of life e os bonecos do Flying Circus e a rama do Holy Grail... Mas de resto, a coisa soa a show de casino ao jeito de cabaré com revista à portuguesa à mistura. Ele é meninas mal despidas, muita luz, muita cor, muito trapo, muito néon e, lá pelo meio, qualquer coisa de Monty Python. Vale a pena, sim senhor, que vale. É divertido, sim senhor, que é. Mas ou há ali qualquer coisa a mais (talvez os anos a pesar nas costas de Eric Idle) ou há ali qualquer coisa a menos (talvez aquele humor genial, cáustico e hilariante de outros tempos). É uma pena. Um fã quer gostar, quer mesmo gostar. Mas sai de lá triste...
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New York report: dia 10 (notas de viagem)

Depois de um alarme de incêndio, de uma piscina de neve na cama, de um homicídio à porta… o último dia começa com um chuveiro nas trombas… Certo. É para a estória. Siga, que o pequeno-almoço é no Tom’s Restaurant, o tal do Seinfeld, o tal que Suzanne Vega cantou, o tal que cobra cinco dólares só para sentar à mesa!
Ala. Último passeio, últimas andanças, últimas montras, últimas compras, último almoço no Big Bowl O’Noodles (o restaurante chinês que serve mesmo big bowls o’noodles). E o última surpresa: na mesa ao lado, a pagar a conta, Rufus Wainwright! New York, New York… Bye bye, NY.
Partida. Hora e meia de metro. Mais 12 horas de viagem, Déjà Vu, Amesterdão, Lisboa. E por cá, same old, same old...
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New York report: dia 9 (notas de viagem)

...que afinal, a airbed estava furada…
Anyway, siga para midtown e para a Midtown Comics – um primeiro e um segundo andares que são o paraíso de qualquer fã da coisa. A onda é de passeio e em velocidade de cruzeiro passa-se o dia entre a Union Square e a Broadway.
Para a cereja em cima do bolo, para o desfecho em alta da ventura, o regresso a Times Square: finalmente Spamalot! E enfim, o desânimo: será do cansaço, do anunciado fim das férias, do excesso de expectativa, de termos visto o Avenue Q antes, de sermos talvez demasiado fãs dos Monty Python que a coisa soa tão menos genial e hilariante do que sonháramos?
Para a desilusão, apenas um remédio: a Virgin!
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Phila / NY report: dia 8 (notas de viagem)

De manhã, a confirmação: Filadélfia é uma cidade lindíssima, com história e arte à espreita em cada esquina. Nas notícias, coisas bizarras: há coelhos abandonados para oferecer na Páscoa e uma fábrica de comida para animais terá envenenado centenas de pets.
A visita ao Liberty Bell – o símbolo da liberdade norte-americana, que está partido (só estava rachado, mas quando o tentaram arranjar, estragaram ainda mais – lembra qualquer coisa) – e à “most historical room in the most historical building in the most historical square mile of America” (a sala onde foi assinada a Declaração da Independência), apresentada por um guia com ares de pai natal misto de duende irlandês que trata George Washington por “George W the 1st”.
À tarde, a tour da praxe, com passagem por Elfreth’s Alley (“the oldest street in America”), pelo LOVE de Robert Indiana, pelos Campos Elísios, pelo Rocky e por um museu com uma exposição curiosa: “The scoop on poop”!
Final do dia, ala que se faz tarde: chove e há que regressar a NY. No rádio, há de tudo – brasileirada, jazz, talk-shows, world music, música clássica, notícias em espanhol…
E de novo Nova Iorque. E um sentimento de overjoy ao conduzir pela Broadway acima e pela 5ª avenida abaixo. E descobrir que, afinal, nem tudo é direito, recto e quadrado em NY: há duas rotundas e mais ruas que sobem e descem…
Noite em Nova Iorque, passeio por midtown, com passagem pela casa do Tribeca Film Festival de Robert de Niro, pela rua que deu nome ao Wooster Group de Willem Dafoe e pelo primeiro R2D2 disfarçado de caixa de correio. Mas o melhor ainda estava para vir…
De volta ao Sugar Hill, chove no quarto, há um lago na cama… Chamada para o Jeremy que, a dormir, promete solução. Uma hora e tal depois, circuito eléctrico cortado, estamos todos num telhado do Harlem a limpar a neve. Lá para as quatro, a coisa compõe-se: há um quarto a mais para a troca e um sofá-cama… se calhar não, talvez uma airbed para solucionar. For now…
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DC / Phila report: dia 7 (notas de viagem)

Antes de partir para Filadélfia, uma visita ao Museu de História Natural. Pelo caminho, não há cafés, não há nada… Há um Starbucks num hotel. Tinha que ser qualquer coisa assim. À porta do Museu, o officer Bolte diz-nos que adora Lisboa. É casado com uma portuguesa e revela que ali ao lado, em Manassas, há 19 mil lusos! Siga para o Museu, que na rua estão graus negativos. Trilobites. Stromalobites e “great coffee with a pre-historic view”. Cynognathus, dyatryma steini, protosciunus, edentates, glyptodont, muskrat, wolly mammoth e os deuses do Candomblé. O afropop, os sikhs e os cinco K’s da Khasa. Morganucodon oehleri, galago moholi, anomalurus derbianus, vulpes zerda, jaculus jaculus e os Darwin awards. Curioso: ontem tocámos na Lua, hoje tocámos em Marte e na pedra mais antiga da Terra.
On we go que se faz tarde! Antes da fugida, visita (porque não?) aos estúdios da NPR (a RDP americana) – afinal, somos colegas… bem recebidos e… um programinha em português, não?
Regresso ao hotel para levantar malas e pegar o carro e Gilberto Gil! Que surpresa, somos portugueses, somos fãs, e agora, se não te importas, vou… andando.
De volta à estrada, hoje não neva e a viagem faz-se. Filadélfia está aí e sabe bem: à noite, cheia de neve, a cidade recebe-nos, acolhedora.
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DC report: dia 6 (notas de viagem)

Em Washington, à primeira vista, não há cafés. Nem restaurantes, nem comércio. Sempre há um Starbucks no hospital. O metro é espacial, cenário de sci-fi. Hoje é dia de museus, que em Washington são de borla. Pela manhã, o do Holocausto, excelente museu, bem pensado, mas o Aristides Sousa Mendes está escondido num canto discreto. Pela tarde, o Air & Space Museum, enorme e cheio como um centro comercial, mas recheado de aviões, naves, mísseis, filmes e coisas para criança adorar e turista fartar. Pelo fim do dia, passeio pelo Mall: o obelisco, o Lincoln Memorial, os memoriais da Segunda Guerra Mundial e das guerras da Coreia e do Vietname e a Casa Branca, já de noite. E ao frio.
Para lavar a imagem de uma cidade feia e fria, uma passagem por Georgetown: sábado, a town está cheia – é noite de St. Patrick.
Pela madrugada, o insólito: toca o alarme de incêndio! O susto, as botas, a saída para a rua, os pensamentos desagradáveis e os bilhetes do regresso que ficaram no quarto… Três da manhã de uma manhã gélida: dezenas de pessoas na rua, à porta do hotel e os bombeiros a chegar. Não há fumo, haverá fogo?
Meia hora passada, diz que não, é falso alarme, é voltar para cama. Adormecer de novo e… de novo o alarme. É para sair outra vez? Olhe que não, olhe que não. É dormir. E de novo, o alarme. E outra vez. E outra. E ainda outra vez. E quando toca o despertador, passou-se a noite em branco. Maldita Washington, cidade da má ondinha.
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NY / DC report: dia 5 (notas de viagem)

Neve. Nova Iorque acordou branca. De neve. Muita neve. Na TV, murder in the Village, rats in Queens e os bombeiros, zangados, que foram enfiados no fim da parada do St. Patrick’s Day. Dia de viagem. Há que ir buscar o carro – na boleia, a história brutal sobre o 9-11, na primeira pessoa, de um jovem porto-riquenho que demorou seis horas a voltar a casa, no Bronx, e que ficou duas semanas sem dormir.
Carro nas mãos, seguir viagem. Destino: Washington DC. Cerca de 400 quilómetros. Anuncia-se nevão. Pela rádio, Hotel California, Patrick Swayze e Dennis Praguer – o homem que fala de tudo, responde a tudo, comenta tudo e sobre tudo tem opinião. Num dia, cinco estados: New York, New Jersey, Delaware, Maryland e DC. Na estrada, todo o tipo de matrículas: TKS GRL, BIGDADI, JOURNEE, KELL1, JAY 422, KEY’S 9354. À passage, por Baltimore, um enorme cartaz desafia – “VIRGIN: teach your kid it’s not a dirty Word”.
Entretanto, confirma-se nevão. O maior do ano até agora, dizem. E nós, na estrada. Nós e milhares, milhares de outros – que a fila é contínua entre Nova Iorque, Filadélfia e Washington. 400 quilómetros de trânsito intenso, lento, brando. Oito horas depois (oito horas para 400 quilómetros!), Washington, a cidade mais estúpida da América: avenidas que acabam de repente; ruas que desaparecem e reaparecem noutro extremo da cidade transformadas em becos; ruas ordenadas por letra, que passam do F, G e H para o X (que não vem no mapa); bus que só aceita small change e metro que só aceita notas e cartões… Fora isso, Washington é toda igual e igualmente feia: prédios quadrados de quatro ou cinco andares, cinzentos ou castanhos… Felizmente há Georgetown, bairro catita e caro, muito caro.
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New York report: dia 4 (notas de viagem)

Queens e uma camioneta de limpeza de ruas a abrir, perseguida por um atrelado de hot dogs. No MoMI, toda a história do cinema para criança descobrir e turista brincar: ele é um filminho de animação, ele é a dobragem de uma cena de “O feiticeiro de Oz”, ele é a deturpação dos efeitos especiais de “Terminator 2”, ele é recriar bandas sonoras, ele é brincar no painel de croma… E depois, o Yoda e os 40 anos do Star Trek.
De seguida, para o Whitney Museum, na Madison Avenue. Lá dentro, arte moderna, contemporânea e absurda, um gajo que corta paredes, um gajo que destrói pianos e uma luz forte que diz que é arte. On our way, pelo Central Park. Cinco graus e os primeiros vislumbres de neve. De regresso a Times Square, que a noite é de ir à Broadway para o segundo ponto alto da viagem: Avenue Q – provavelmente, o melhor musical que já vi! Assim mesmo.
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New York report: dia 3 (notas de viagem)

Manhã na cama a ver o Daily Show. O nosso Daily Show. E as notícias: a praga de ratos em Queens e um morto no Harlem, ali bem perto do Sugar Hill. Siga para Downtown, o Ground Zero, a Trinity Church, a Wall Street, a bolsa, o touro (e os putos a apalpar os tomates do touro em busca de sorte e fortuna). A banda de percussão no metro e o comboio a calá-la – afinal, the train is mightier than the drum. E o bom tempo, o muito bom tempo. No metro, mais uma vez a notícia de um morto no Harlem… New York, New York!
Chinatown. Na montra de uma loja chinesa dá-se emprego a quem “habla español”. Num candeeiro, o aviso: amanhã não estacione nesta rua, que por aqui se filmará um episódio dos Sopranos! A pausa para a massagem oriental e uma chinesa sentada nas minhas costas depois de lá ter andado a passear… A pé para a Bleeker Street – duas paragens: o simpático poetry-café e a frente despida e triste do que em tempos foi o CBGB’s.
Noite: um hot dog e o Comedy Cellar, para uma sessão de good old stand-up comedy. E que boa, a comedy de Julian McCullogh, Rick Crom, Todd Lynn, Fred Peters, Colin Quinn (veterano do SNL, a estrela da companhia) e, mais que tudo, Greg Rogell, brilhante comediante, cáustico e absurdo, debitando as piadas mais gore sem esboçar um sorriso, amarelo que fosse.
Para terminar o dia, mais um homicídio, ali mesmo, à porta do Comedy Cellar. E nós, orgulhosos, a sair pela crime scene.
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New York report: dia 2 (notas de viagem)

O Rockefeller Center, a primeira Barnes & Noble (e uma vontade irresistível de trazer a loja toda), a Collectors Universe e o último Capitão América esgotado!
A visita de médico aos estúdios da NBC e, depois, o primeiro ponto alto da viagem: a gravação do Daily Show. Antes disso, três horas na fila – à frente, um pai, a filha e dois amigos fazem as palavras cruzadas do New York Times; atrás, um casal: ela lê “Origin of the Species”, de Darwin, ele lê “War and Peace”, de Tolstoi. Gente simples.
À entrada do estúdio, o aviso: “Abandon news, all ye who enter here.” Lá dentro, descobrimos que Jon Stewart é o maior: o programa é gravado live on tape, sem cortes nem repetições. Quando Jon Stewart se engasga, Jon Stewart se desenvencilha. Quando Jon Stewart se engana, Jon Stewart se safa. Não há corte nem costura. Tudo é feito live, no momento – os gráficos, as montagens visuais, até o teaser do Colbert Report é feito em directo (e com direito a small talk entre Stewart e Colbert antes da gravação).
Ah, o convidado: o realizador John Waters, agora apresentador – ou melhor, Groom Reaper – do docu-drama televisivo “’Till death do us part”. Na conversa, revela que “Cry Baby” vai ser transformado em musical da Broadway…
À saída, ao cruzar da esquina, um cartaz gigante anuncia que é ali o estúdio do Daily Show e indica “for Larry Flint’s Hustler Club, go down the street and turn first left”.
Já noite, o ferry para New Jersey e a vista de Nova Iorque que nos traz à memória uma versão diferente da canção: “a cidade estava toda iluminada”.
Fim de dia na maior sala do Loew’s para ver 300. E que fantástico é ver cinema numa sala para 800 pessoas e ouvir as reacções do público ao desenrolar do filme – os aplausos, os apupos, os risos…
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New York report: dia 1 (notas de viagem)

12 horas de Lisboa a Nova Iorque, via Amesterdão. Na viagem, três filmes (Scoop, Uma Noite no Museu e For Your Consideration), um episódio da versão americana de The Office, alguma música em língua de trapos (De Dijk, Trijntje Oosterhuis) e um disco de Cristina Branco, com canções de nome bizarro (“Trago fodos nos sentidos”, “Os teus alhos são dois círios”).
Chegada. Malas pousadas no Harlem (no elegante Sugar Hill Harlem Inn, a meia hora de metro do centro de Manhattan e, aparentemente, na única rua inclinada da ilha) e, finalmente, a Times Square. Agora sim, é Nova Iorque.
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B.I.

Coisas Breves

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